Sobre o trabalho


     Todos podem ter diferenças, mesmo que discretas, na forma de ver, ouvir e sentir. Muitas vezes um quadro, uma peça de arte, um artesanato ou, simplesmente, um enfeite ou adorno nos remete a sensações boas ou estranhas. Na maioria das vezes nem percebemos, mas carregamos o ponto inicial da sensação que nos tomou no contato com determinado objeto. Todo ambiente pode ser influenciado pelo o que o preenche. A posição, o formato, a cor, o aroma e o som de tudo ao nosso redor causa certa interferência que vai de encontro com nosso estado emocional. Nos momentos de tristeza precisamos de um ambiente alegre, nos de agitação, precisamos de um local que transmita calma e assim por diante.
     Fora algumas exceções, não estamos o tempo todo tristes ou alegres, calmos ou agitados. Nossas sensações e nosso estado de humor tendem a não ser constantes cabendo a nós a busca por uma estabilidade emocional. Para isso creio que a observação do ambiente tem grande importância e aqui entra o objetivo do meu trabalho, um estímulo a observação e a contemplação como auxílio na busca pelo equilíbrio e bem estar.
     O ato de contemplar esses trabalhos pode ser feito de forma direta ou indireta. A primeira ocorre quando podemos olhar diretamente para eles. Poder perceber as formas, texturas e cores tendo consciência de que naquele momento nosso cérebro esta sendo estimulado a absorver o objetivo empregado na criação daquele objeto, seja ele de paz e tranquilidade ou de estímulo e revigoramento.
     Mas nem sempre temos oportunidade e tempo para agir assim, então aqui temos a contemplação indireta. Nossa visão é atingida pelo que esta ao nosso redor pelo simples fato de estarmos ou trafegarmos por um ambiente. Assim, um quadro em uma parede ou um vaso com ramos em um determinado ponto, também pode cumprir seu propósito.